Carlos Henrique Araújo, mestre em sociologia e Curador da Academia da Direita.
Aprendemos com Theodore Dalrymple que “a primeira requisição para a vida civilizada é que o homem esteja disposto a reprimir seus instintos e apetites mais ferozes. O fracasso no estabelecimento desse primeiro requisito tornará o homem, devido à faculdade da razão, um ser muito pior que as feras da natureza.” (DALRYMPLE, 2015, p. 196). A impunidade é o motor do crime. É fator preponderante na reincidência e no volume de delitos cometidos. Se não houver punição exemplar, rigorosa, rápida e determinada, o resultado, por óbvio, será sempre a profusão de crimes e de criminosos.
Vejamos alguns dados gerados, em grande parte, pela atávica e enraizada cultura nacional da impunidade, que solta as “feras da natureza”. Na Tabela 1, constatamos os números de mortes violentas intencionais (MVI) e as taxas de MVI por 100 mil habitantes, por região e para o país. As taxas nos permitem comparar as unidades de análise proporcionalmente.
O MVI, ou seja, o número de mortes violentas intencionais, é formado pela soma das vítimas de homicídio doloso, incluindo feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais. Representa o total de mortes violentas com intencionalidade definida em um território; aqui, as regiões e o Brasil.
A taxa por 100 mil habitantes é o número de MVI dividido pela população da região e do Brasil, multiplicado por 100.000. Esse indicador permite comparar níveis de violência letal entre regiões com populações diferentes, como dito acima.

O número absoluto é escandaloso: 44.127 pessoas assassinadas em 2024. O Nordeste é o epicentro da tragédia: 19.326 mortos e taxa de 33,8 por 100 mil habitantes, muito acima da média nacional de 20,8. É uma região inteira vivendo com índices de letalidade que merecem o desencadeamento de ações estaduais e federal de emergência. Com a falta de eficiência na segurança pública da região e a impunidade que grassa no sistema judiciário, a violência atinge o topo, pois o crime organizado, hoje, trava disputas por territórios em todo o Nordeste.
O Norte, com 27,7 por 100 mil, também se destaca negativamente. A expansão das facções, do garimpo ilegal, do tráfico em rotas amazônicas e a ausência do Estado explicam por que a região se tornou corredor de violência e não de desenvolvimento, além de estar se consolidando como uma grande rota do tráfico. Devemos lembrar que o Norte faz fronteira com Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Peru e Bolívia. Algumas dessas nações são muito ativas na produção e comercialização de drogas; deveria ser uma região de prioridade para ações de combate ao narcotráfico.
Sudeste e Sul apresentam taxas menores (13,3 e 14,6), o que não significa um paraíso de paz, mas indica que a polícia é menos demonizada e o crime não é abertamente romantizado. Nessa região a letalidade é menor. A exceção é o Rio de Janeiro, mergulhado em lutas do CV e das milícias para o controle de territórios. São Paulo é o estado com a menor taxa de MVI por 100 mil habitantes do país. A ação policial paulista é reconhecida como eficiente, apesar de o estado padecer com as mesmas leis frouxas e executadas com muitas falhas graves.
Em 2024, foram assassinadas 44.127 pessoas; a imensa maioria de homens jovens vitimados por outros homens jovens. As vítimas e seus algozes têm o mesmo perfil. Grande parte mata e morre por questões ligadas ao narcoterror, ao domínio territorial e à tomada violenta de mercados ilícitos.
Dados de Criminal Governance in Latin America: Prevalence and Correlates indicam um índice aterrador de 26% da população brasileira vivendo sob regras impostas por grupos criminosos (URIBE et al., 2025). Grosso modo, esse percentual significa que 55,5 milhões de habitantes estão sendo submetidos diariamente a marginais que controlam territórios e exploram serviços junto à população. Não é crime eventual; é um sistema paralelo de poder, com leis próprias, tribunais do crime, cobrança de taxas e monopólio da violência em áreas inteiras, extensas e populosas.
Em suma, em 2024, no Nordeste, foram assassinadas 19.326 pessoas; a taxa é alarmante: 33,8 mortos por 100 mil habitantes, bem acima da taxa nacional, de 20,8. No Sudeste, a taxa ficou em 13,3 e, no Sul, em 14,6. A segunda região nacional onde mais se mata é o Norte: foram assassinadas 5.174 pessoas e a taxa por 100 mil habitantes foi de 27,7, portanto maior que a taxa nacional. No Centro-Oeste, a taxa foi calculada em 19,5, ficando abaixo da taxa do país.
O número nacional chama a atenção. Por diversas fontes de dados, verifica-se que, no Brasil, se mata muito, em qualquer comparação com outros países. Esse é o retrato atual, tomado a partir da última pesquisa divulgada. Podemos agora apreciar a evolução desses números ao longo da série histórica publicada. Abaixo, um resumo em dados da movimentação dos homicídios no tempo.

Sobre os dados acima relacionados, é possível dizer que o ápice da violência assassina ocorreu em 2017, com taxa nacional de 31,2 MVI por 100 mil habitantes. Norte (44,7) e Nordeste (49,0) atingem níveis que, em qualquer relatório internacional sério, seriam classificados como catástrofe humanitária. A partir de 2018, há uma queda consistente: podemos considerar que descemos de um cenário de barbárie para um patamar ainda de extrema violência. Sair de 31,2 para 20,8 não transforma o Brasil em país civilizado; mas diminui o volume diário da carnificina.
O Nordeste permanece sistematicamente acima da média nacional em todos os anos, o que mostra que não se trata de fase ou de uma situação eventual, passageira, mas de fracasso profundo, alimentado por governos que preferem discursos ideológicos e justificadores a políticas e ações implacáveis contra o crime.
Sudeste e Sul consolidam-se como regiões menos letais, com taxas bem abaixo da média nacional em todo o período analisado, evidenciando que, onde há algum grau de ordem institucional, o crime pode recuar.
O número absoluto nos dá a dimensão da grande tragédia nacional. Em 2024, foram quase 45 mil homicídios. Em 2021, o Brasil já figurava como o país que mais mata no mundo em números absolutos. Observemos a tabela abaixo e atestemos o fundo do poço em que a nação está metida. Não se pode deixar de afirmar que esses números alarmantes estão diretamente relacionados ao avanço do narcoterrorismo no Brasil.

O Brasil lidera o ranking mundial em número absoluto de homicídios. Supera Índia e Estados Unidos, que têm populações muito maiores. Isso mostra que não é um problema de tamanho, mas de absoluta permissividade com o crime. México, Colômbia e África do Sul dividem conosco o palco da barbárie. São países em que crime organizado, narcoterror e garantismo penal formam uma aliança estável contra o cidadão comum.
A presença de Myanmar, Rússia e Paquistão revela que o grupo é composto por países com graves problemas de governança, conflitos internos, totalitarismo e corrupção institucional. O Brasil está confortavelmente sentado a essa mesa.
Quando um país se mantém no topo dessa lista, ano após ano, deixa de ser uma contingência e passa a ser escolha política: leis frouxas, tribunais lenientes, ditos especialistas justificando o injustificável e uma cultura que transforma bandido em vítima e condena a vítima ao limbo e ao esquecimento.
Em termos de taxa por 100 mil habitantes, o Brasil fica em segundo lugar entre os países mais populosos, perdendo apenas para o México, e à frente de países como República Democrática do Congo, Etiópia, Bangladesh e Índia.
Desta forma, no ranking de letalidade dentro do grupo de países com mais de 100 milhões de habitantes, só somos superados por uma nação completamente dominada pelo crime organizado e pelo narcoterror.

Índia, Bangladesh e China, com populações gigantescas, têm taxas muito inferiores. Isso destrói, de uma vez, a ladainha de que muita população pobre gera muita morte; o que gera homicídios é impunidade, leniência penal e covardia política para reformar profundamente o Código Penal e o de Execução Penal.
O contraste entre Japão (0,3) e Brasil (21) é um soco na cara da complacência. Um país, com cultura disciplinada e punição eficaz, convive com índices de homicídio quase simbólicos, enquanto o Brasil, com desarmamento civil e garantismo exacerbado, coleciona cadáveres.
A combinação de altíssima taxa e altíssimo número absoluto faz do Brasil uma anomalia trágica: um país que protege o criminoso, abandona a vítima e chama isso de política de direitos humanos. Ainda por cima, temos a sociologia que protege bandidos. Os que justificam marginais em função de suas condições sociais, financeiras e familiares obviamente não levam em conta a simples realidade de que a maioria esmagadora dos pobres não é composta por marginais; pelo contrário, é uma maioria de pessoas honestas e cumpridoras das leis. Tampouco consideram o fato de haver ricos, membros de famílias estruturadas, com alta escolaridade, que optam pelo crime.
São fatos incontornáveis que refutam a péssima sociologia marxista sobre o crime. Exatamente essa foi a teoria espalhada, aos moldes gramscianos, nas escolas, universidades, na grande imprensa, em filmes e, mais grave ainda, está presente de forma hegemônica nos poderes da República. E não só no Brasil; trata-se de uma sociologia que se espalhou como praga. Em particular, essa erosão da Ciência do Direito por meio do marxismo pariu gerações de operadores das leis que são revolucionários e profundamente ignorantes, militantes úteis. “É na seara da justiça criminal que a vertente ideológica marxista causa danos mais palpáveis, visíveis a olho nu, refletida na doutrina (ou melhor dizendo, ideologia) do garantismo penal, sistematizada com uma roupagem convenientemente juspositivista pelo jurista italiano Luigi Ferrajoli” (PESSI; GIARDIN, 2023, p. 183).
Dalrymple é incisivo: “o objetivo final do furor desconstrucionista, que varreu a academia como uma epidemia, é a própria civilização, enquanto os narcísicos dentro da academia tentam encontrar justificativas teóricas para sua própria revolta contra as restrições civilizacionais. Assim sendo, chegamos à verdade óbvia, de que é necessário conter, seja pela lei ou pelos costumes, a possibilidade permanente de brutalidade ou de barbarismo na natureza humana. Mas essa verdade nunca encontra espaço na imprensa ou na mídia de comunicação de massa” (DALRYMPLE, 2015, p. 202).
A cegueira intelectual de grande parte de nossas elites falantes leva ao afrouxamento penal e à idolatria de marginais, consagrados em filmes, documentários e outros meios, muitas vezes justificados e admirados. Há, em nosso país, uma cultura elitista acolhedora de marginais e bandidos de todos os calibres, do bandidinho que rouba celular ao poderoso bandidão do sistema financeiro, por exemplo. “Como era de se esperar, o avassalador apoio popular e o estrondoso sucesso no combate ao terrorismo e ao crime organizado encontravam resistência justamente na vertente intelectual organicamente identificada com os planos da esquerda” (PESSI; GIARDIN, 2023, p. 186).
Toda essa geleia da sociologia marxista sobre criminalidade contribui diretamente para formar um ambiente de afago e de incentivos à prosperidade da mentalidade marginal, principalmente entre os que estão no topo da hierarquia social. Os de baixo detestam bandidos, pois são eles mesmos os seus reféns; sabem, no duro cotidiano, o que é um ladrão, um traficante ou um estuprador. O povo comemora, sempre em silêncio, quando alguns desses morrem ou são encarcerados. Sente alívio. Em outros termos, “a semeadura é livre, mas a colheita, obrigatória: a aplicação de teorias ‘críticas, garantistas e alternativas’ em matéria penal vem rendendo ao Brasil os únicos frutos produzidos pela mentalidade revolucionária: terror, destruição e morte” (PESSI; GIARDIN, 2023, p. 55-56).
Vale a pena citar mais uma mentira contada por nossa conhecida geleia de sociologia marxista: marginais assim o são porque estão desempregados, desamparados no mercado de trabalho. São, mais uma vez, interpretados como coitadinhos. O raciocínio chega a ser cômico: estariam desempregados e, por isso, roubam, matam e estupram. Ora, esse é um pseudorraciocínio. É cínico ou atrapalhado pela ignorância.
Vale repetir o óbvio ululante: a maioria esmagadora dos desempregados não comete atos criminais, e bandido, por definição, não quer trabalhar. Eis como especialistas sérios tratam a questão: “(…) o desinteresse pelo trabalho constitui traço de personalidade do delinquente, razão pela qual a maior ou menor oferta de oportunidade de emprego lhe é indiferente. A mentalidade criminosa tem outro traço característico: o criminoso jamais considera suficiente o poder que possui. A excitação com o crime é seu oxigênio. Afinal, o que leva um executivo com um bom emprego a desviar fundos corporativos? A resposta é simples: sua mentalidade é a mesma do ladrão de bancos.” (PESSI; GIARDIN, 2023, p. 23).
Precisamos ir um pouco mais fundo para estudar a cultura da impunidade. Há duas visões realmente poderosas para debilitar a segurança pública. São mitos e inverdades que contribuem de forma importante para solidificar ainda mais a impunidade e intimidar o trabalho policial.
A primeira é entender o encarceramento como não necessário e que a prisão tem o dever maior de regenerar o bandido. Não há e jamais haverá segurança efetiva se não houver punição por meio do encarceramento eficiente, ou seja, retirar o bandido de circulação. Essa é a evidente função número um do encarceramento: parar as ações criminosas com a punição da cadeia. Secundariamente, pode até recuperar marginais, claro, desde que esses queiram. Os tais críticos do encarceramento chamam os presídios de universidade do crime. Nada mais enganoso e falso: “(…) a ideia de que a prisão é uma ‘escola do crime’, que acaba por converter um inocente em delinquente é errada. A contribuição da prisão para o fomento da criminalidade está na possibilidade de ampliação das associações e do suporte fornecido aos padrões antissociais do criminoso. Ele pode ter contato com novos planos criminosos na prisão, mas a decisão de continuar a delinquir, aceitando-os ou rejeitando-os, continua sendo dele.” (PESSI; GIARDIN, 2023, p. 23-24).
É preciso reafirmar que a certeza da punição, ou seja, saber que a pena será dura e cumprida com rigor, inibe o criminoso, e isto é mais do que evidente. Medo de punição funciona. É precisamente isso que a cultura garantista tenta neutralizar. “Um dado merece destaque: essa mudança de padrão de comportamento é obtida de forma espontânea por alguns apenados, diante da simples e aterradora perspectiva de que um dia voltem a ser encarcerados.” (PESSI; GIARDIN, 2023, p. 27).
A segunda visão deturpada é a que põe o trabalho policial como o vilão da história. Acusam policiais dos maiores absurdos, com difamação ad nauseam, usam o infame rótulo de racista para todos os policiais; a maioria deles pardos, como são os brasileiros. São ataques que intimidam e dificultam o trabalho dos policiais repercutindo no aumento de crimes. São ataques que reverberam a cosmovisão dos marginais. Acusações absurdas e irreais aos policiais, sejam militares ou civis, são contribuição direta para a libertinagem dos bandidos.
São essas ideologias, mitos e falácias que geraram a famigerada audiência de custódia, que acabou virando um instrumento jurídico de humilhação de policiais. “Analisando a audiência nos moldes descritos pelo CNJ, verifica-se a sua veia totalmente desequilibrada, contrariando o princípio mais elementar da justiça: a equidade. Policiais podem facilmente ser acusados de abuso de qualquer gênero, sem contraditório algum, fator que pode decidir em favor da liberdade do flagrado em crime, por exemplo. Aliás, os policiais responsáveis pela prisão nem sequer podem ingressar na sala de audiência.” (CARPES, 2021, p. 137).
Ainda, podemos identificar de forma muito clara que a impunidade está na raiz do aumento e consolidação dos crimes e dos criminosos. Punimos mal, pouco e de forma exageradamente benevolente. “Conforme já salientei em diversos artigos publicados, o maior problema do sistema punitivo brasileiro é o verdadeiro sistema de ‘porta giratória’ das prisões. Nossos índices reais de reincidência – que consideram também os crimes cometidos que não tiveram descoberta a autoria pela Polícia – são altíssimos, sendo quase impossível que um detento não volte a delinquir.” (CARPES, 2021, p. 106).
É importante citar que há grupos sendo financiados para defender mitos, falácias e ideologias que favorecem os criminosos. Estão acomodados, geralmente, em ONGs, imprensa, universidades e no próprio aparelho estatal. São os que acusam o Brasil de ter encarceramento em massa. Algo completamente mentiroso. “O sistema prisional brasileiro há várias décadas tem provocado inúmeros debates em função de sua insalubridade, pelo menos em grande parte dos seus estabelecimentos. Contudo, em vez de incitar o incremento de investimentos no sistema, bem como ensejar melhor gestão, as péssimas condições carcerárias têm servido de bode expiatório para uma bem articulada campanha de desencarceramento, turbinada por vultosos aportes financeiros especialmente oriundos de organizações internacionais com interesses estranhos aos nacionais, que irrigam inúmeras organizações não governamentais travestidas de movimentos da propalada ‘sociedade civil organizada’.” (CARPES, 2021, p. 61).
A síntese dessa cultura da impunidade é bem descrita pelos autores consultados: “A polícia, como agente responsável pela defesa de um Estado ilegítimo, é o maior inimigo, o adversário a ser odiado, batido e, se possível, eliminado. Floresce o ódio à polícia. Viceja a glamourização dos criminosos. Impõe-se a cultura da bandidolatria.” (PESSI; GIARDIN, 2023, p. 180). Dalrymple arremata: “frequentemente, é muito mais fácil provocar um desastre total do que uma modesta melhoria.” (DALRYMPLE, 2015, p. 198).
O médico britânico e exímio escritor dá o seu depoimento pessoal sobre a índole criminosa dos que escolheram o caminho da desobediência das leis. “Tendo conhecido muitos traficantes, duvido que essas pessoas vivam de forma respeitável caso o principal produto de seu negócio seja legalizado. Longe de mostrar um desejo de serem reincorporados ao mundo do trabalho regular, eles expressam um profundo desprezo por ele, e consideram aqueles que aceitam a barganha de um honesto dia de trabalho em troca de um pagamento honesto como covardes e estúpidos.” (DALRYMPLE, 2015, p. 271).
Para encerrar, os dados oficiais revelam um Brasil em que se mata facilmente e em grandes quantidades. Paradoxalmente, parte significativa da elite intelectual, política e midiática continua empenhada em proteger o criminoso, enfraquecer a polícia e desacreditar a punição. A maioria pobre, refém do crime, sabe muito bem quem são os seus algozes. E comemora, ainda que em silêncio, quando estes são presos ou mortos.
A semeadura de teorias ditas críticas, garantistas e alternativas produziu o que sempre produz: terror, destruição e morte. Não é falta de diagnóstico; é escolha. Enquanto não houver repressão firme, punição rápida e encarceramento efetivo dos criminosos contumazes, o Brasil seguirá sendo o país que mais mata no mundo.
Referências
CARPES, João Ricardo dos Santos. O mito do encarceramento em massa. Londrina, PR: EDA – Educação, Direito e Alta Cultura, 2021.
DALRYMPLE, Theodore. Nossa cultura… ou o que restou dela. São Paulo: É Realizações, 2015.
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025. São Paulo: FBSP, 2025.
PESSI, Diego; GIARDIN, Leonardo. Bandidolatria e democídio: ensaios sobre garantismo penal e a criminalidade no Brasil. Campinas, SP: Vide Editorial, 2023.
UNITED NATIONS OFFICE ON DRUGS AND CRIME. Global Study on Homicide 2023. Vienna: UNODC, 2023.
URIBE, Andres; LESSING, Benjamin; SCHOUELA, Noah; STECHER, Elayne. Criminal governance in Latin America: prevalence and correlates. Perspectives on Politics, Cambridge University Press, v. 23, n. 3, p. 1-22, 2025.







