{"id":7493,"date":"2026-02-23T11:58:14","date_gmt":"2026-02-23T14:58:14","guid":{"rendered":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/?p=7493"},"modified":"2026-02-23T11:58:16","modified_gmt":"2026-02-23T14:58:16","slug":"a-esquerda-quebra-o-brasil-enquanto-a-america-latina-desperta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/a-esquerda-quebra-o-brasil-enquanto-a-america-latina-desperta\/","title":{"rendered":"A esquerda quebra o Brasil enquanto a Am\u00e9rica Latina desperta"},"content":{"rendered":"\n<p>Carlos Henrique Ara\u00fajo, mestre em Sociologia e Curador da Academia da Direita<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil vive um paradoxo preocupante: enquanto boa parte da Am\u00e9rica Latina come\u00e7a a se libertar do ciclo de fracassos da esquerda socialista e progressista, o governo Lula, vers\u00e3o tr\u00eas, aprofunda aqui o mesmo receitu\u00e1rio estatizante, ideol\u00f3gico e leniente com o crime que j\u00e1 deu errado em todos os lugares onde foi testado. As evid\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o opinativas, s\u00e3o emp\u00edricas: pesquisas de opini\u00e3o, indicadores educacionais internacionais e dados sobre ensino t\u00e9cnico exp\u00f5em, em n\u00fameros frios, a fal\u00eancia de um projeto que est\u00e1 quebrando o pa\u00eds e sacrificando sua popula\u00e7\u00e3o presente e futura.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Argentina, o peronismo, s\u00edmbolo maior do populismo estatista, foi derrotado por Javier Milei em 2023, e as elei\u00e7\u00f5es de 2025 consolidaram essa ruptura ao ampliar a base liberal no Congresso. Milei se elegeu prometendo redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do Estado, combate \u00e0 casta pol\u00edtica e alinhamento claro com valores de mercado e liberdade, tudo aquilo que a esquerda demoniza. No Equador, Daniel Noboa, de perfil conservador e pr\u00f3-mercado, foi reeleito em 2025, afastando o pa\u00eds do corre\u00edsmo de esquerda e refor\u00e7ando uma agenda de seguran\u00e7a e crescimento econ\u00f4mico. Na Bol\u00edvia, Rodrigo Paz assumiu a presid\u00eancia em novembro de 2025, encerrando quase vinte anos de hegemonia do Movimento ao Socialismo (MAS), em resposta \u00e0 combina\u00e7\u00e3o t\u00f3xica de economia travada, corrup\u00e7\u00e3o e radicaliza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>O Peru seguiu caminho semelhante ao eleger Jos\u00e9 Jer\u00ed, de centro-direita, depois da crise que derrubou Dina Boluarte, enquanto o Chile escolheu Jos\u00e9 Antonio Kast, do Partido Republicano, para governar a partir de 2026, num claro rep\u00fadio ao experimentalismo da nova esquerda chilena que tentou reescrever a Constitui\u00e7\u00e3o em chave revolucion\u00e1ria. El Salvador, por sua vez, transformou Nayib Bukele em s\u00edmbolo regional ao mostrar que \u00e9 poss\u00edvel enfrentar o crime organizado com m\u00e3o firme, pris\u00f5es em massa de gangues e rejei\u00e7\u00e3o aberta ao discurso vitimista que protege o bandido e despreza a v\u00edtima. O Paraguai, governado por Santiago Pe\u00f1a, mant\u00e9m uma orienta\u00e7\u00e3o clara de centro-direita, pr\u00f3-mercado e de responsabilidade fiscal, consolidando um ambiente mais previs\u00edvel para neg\u00f3cios e investimentos, em contraste com a instabilidade promovida por governos estatizantes na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A mensagem que emana desse conjunto de pa\u00edses \u00e9 cristalina: o eleitor latino-americano se cansou de infla\u00e7\u00e3o alta, viol\u00eancia, corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica e degrada\u00e7\u00e3o institucional e est\u00e1 disposto a apostar em projetos liberais e conservadores que defendem menos Estado, mais responsabilidade individual, respeito \u00e0 propriedade privada, combate frontal ao crime e preserva\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. A esquerda, que durante anos vendeu o mito de que era a \u00fanica alternativa poss\u00edvel, est\u00e1 sendo confrontada empiricamente pelos resultados que entregou ou deixou de entregar. O laborat\u00f3rio de experi\u00eancias socialistas e bolivarianas produziu pobreza, inseguran\u00e7a e crises de legitimidade, abrindo espa\u00e7o para que liberais e conservadores, com todas as suas imperfei\u00e7\u00f5es, se apresentem como op\u00e7\u00e3o de reconstru\u00e7\u00e3o institucional e moral.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o Brasil insiste em remar contra a mar\u00e9. Lula reabilita velhas f\u00f3rmulas da esquerda radical: aproxima\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica com regimes autorit\u00e1rios como R\u00fassia, China, Ir\u00e3 e Cuba, ret\u00f3rica antiocidental, expans\u00e3o descontrolada do gasto p\u00fablico, reaparelhamento de estatais e toler\u00e2ncia ideol\u00f3gica com pautas de desencarceramento e flexibiliza\u00e7\u00e3o penal. Em vez de acompanhar seus vizinhos no esfor\u00e7o de reconstru\u00e7\u00e3o liberal-conservadora, o pa\u00eds se entrincheira num projeto de poder que produz atraso econ\u00f4mico, inseguran\u00e7a, depend\u00eancia estatal e corros\u00e3o moral.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas mais recentes mostram que a popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 percebe, com clareza, a fal\u00eancia do arranjo lulista em garantir o m\u00ednimo civilizat\u00f3rio: seguran\u00e7a e sa\u00fade. De acordo com o Paran\u00e1 Pesquisas, 44,3% dos brasileiros afirmam que a seguran\u00e7a p\u00fablica piorou durante o governo Lula, contra apenas 20% que enxergam melhora e 32,4% que veem tudo igual. Em outro levantamento, de outubro de 2025, esse percentual de percep\u00e7\u00e3o de piora chega a 45,8%, com somente 17,2% apontando melhora \u2013 um padr\u00e3o consolidado, n\u00e3o um acidente estat\u00edstico. Em termos simples, quase metade do pa\u00eds associa o atual governo a mais medo, mais crime e mais desordem.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma pesquisa nacional que mapeia os maiores problemas do Brasil aponta que a seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 hoje a principal preocupa\u00e7\u00e3o para 22,2% dos entrevistados, seguida de perto pela sa\u00fade, com 20,1%. Em terceiro lugar v\u00eam a infla\u00e7\u00e3o e o pre\u00e7o dos produtos, com 15,9%, e, logo depois, a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, apontada por 13,8%. Trata-se de um diagn\u00f3stico devastador: o cidad\u00e3o enxerga, ao mesmo tempo, um Estado incapaz de proteg\u00ea-lo do criminoso, de cuidar minimamente de sua sa\u00fade, de preservar o poder de compra do seu sal\u00e1rio e de oferecer educa\u00e7\u00e3o decente aos seus filhos. No campo da sa\u00fade, o quadro n\u00e3o difere: 33,8% avaliam que a situa\u00e7\u00e3o piorou sob Lula, 34,4% dizem que permanece igual e apenas 28,6% percebem melhora, o que, traduzido, significa estagna\u00e7\u00e3o em um sistema j\u00e1 cr\u00f4nico de filas, falta de m\u00e9dicos, leitos e exames.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros desmontam a narrativa da esquerda de que o problema \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o ou de fake news: o que est\u00e1 em jogo \u00e9 a experi\u00eancia concreta da popula\u00e7\u00e3o com o crime, com o hospital sucateado, com o posto de sa\u00fade sem rem\u00e9dio, com a fam\u00edlia ref\u00e9m da viol\u00eancia e da precariedade. O discurso progressista sobre humaniza\u00e7\u00e3o do sistema penal, saidinhas, audi\u00eancias de cust\u00f3dia, encarceramento em massa e relativiza\u00e7\u00e3o da responsabilidade individual do criminoso soa como esc\u00e1rnio para quem enterra parentes assassinados ou vive trancado em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>No plano econ\u00f4mico, a combina\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o de gastos, press\u00e3o por aumento de impostos e uso pol\u00edtico das estatais repete, em c\u00e2mera lenta, o roteiro que j\u00e1 conhecemos dos governos petistas anteriores. Em vez de enxugar a m\u00e1quina, cortar privil\u00e9gios, enfrentar corpora\u00e7\u00f5es e simplificar o sistema tribut\u00e1rio, Lula opta por empurrar a conta para o contribuinte, por meio de reonera\u00e7\u00f5es em cascata, recria\u00e7\u00e3o de tributos, aumento disfar\u00e7ado de tarifas e expans\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica. A percep\u00e7\u00e3o popular acompanha: infla\u00e7\u00e3o e pre\u00e7os representam hoje um dos tr\u00eas maiores problemas do pa\u00eds, com 15,9% das men\u00e7\u00f5es, porque a popula\u00e7\u00e3o sente na pele, no supermercado e no botij\u00e3o de g\u00e1s, o custo de sustentar um Estado agigantado e ineficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>As estatais, que em momentos de gest\u00e3o mais liberal voltaram a apresentar lucros robustos, valor de mercado crescente e dividendos importantes para a Uni\u00e3o, voltam a ser tratadas como instrumentos de projeto partid\u00e1rio, cabide de emprego e ferramenta ideol\u00f3gica. Isso significa perda de efici\u00eancia operacional, decis\u00f5es de investimento politizadas, inger\u00eancia em pre\u00e7os e contratos e, na pr\u00e1tica, destrui\u00e7\u00e3o de valor que ser\u00e1 reposta pelo contribuinte sob forma de mais impostos, tarifas maiores ou aumento da d\u00edvida. A esquerda gosta de falar em patrim\u00f4nio do povo, mas administra esse patrim\u00f4nio como se fosse uma extens\u00e3o do partido \u2013 e quem paga a conta real \u00e9 justamente o povo que n\u00e3o tem como se proteger da corros\u00e3o inflacion\u00e1ria, da estagna\u00e7\u00e3o da renda e da fuga de investimentos produtivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 na educa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, que o fracasso estrutural da hegemonia esquerdista se revela com maior crueldade. O Pisa 2022 exp\u00f5e, em escala internacional, a mediocridade em que o Brasil foi condenado a viver. No ranking de 81 pa\u00edses, o Brasil ficou em 64\u00ba lugar em matem\u00e1tica, 53\u00ba em leitura e 61\u00ba em ci\u00eancias, sempre abaixo da m\u00e9dia da OCDE e atr\u00e1s de v\u00e1rios vizinhos latino-americanos como Chile, Uruguai, M\u00e9xico e Costa Rica. As notas brasileiras permanecem estagnadas desde 2009, com flutua\u00e7\u00f5es pequenas e, em sua maioria, n\u00e3o significativas, como reconhece o pr\u00f3prio relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os detalhes s\u00e3o ainda mais chocantes. Em matem\u00e1tica, 73% dos estudantes brasileiros n\u00e3o atingiram sequer o n\u00edvel 2: patamar m\u00ednimo que a OCDE considera necess\u00e1rio para que um jovem possa exercer plenamente sua cidadania; entre os pa\u00edses-membros da OCDE, o percentual nessa faixa \u00e9 de 31%. Apenas 1% dos estudantes brasileiros atingiu alto desempenho (n\u00edvel 5 ou superior) em matem\u00e1tica. Em leitura, 50% dos jovens brasileiros ficaram abaixo do n\u00edvel m\u00ednimo, contra 26% na OCDE, e s\u00f3 2% alcan\u00e7aram alto desempenho, frente a 7% nos pa\u00edses desenvolvidos. Em ci\u00eancias, o quadro se repete: cerca de metade dos alunos est\u00e1 abaixo do n\u00edvel b\u00e1sico, enquanto a OCDE mant\u00e9m percentuais bem menores nessa faixa, o que significa que o Brasil forma gera\u00e7\u00f5es com compreens\u00e3o cient\u00edfica apenas rudimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>A ret\u00f3rica oficial tenta relativizar o desastre dizendo que \u201co desempenho se manteve est\u00e1vel\u201d, como se permanecer na rabeira fosse motivo de comemora\u00e7\u00e3o. A verdade \u00e9 brutal: estabilidade em patamar baixo significa condenar gera\u00e7\u00f5es inteiras ao analfabetismo funcional, a empregos de baixa qualifica\u00e7\u00e3o e a uma cidadania tutelada, dependente do Estado, sem ferramentas cognitivas para competir no mundo real. Em vez de alfabetiza\u00e7\u00e3o plena na idade certa, foco em matem\u00e1tica e ci\u00eancias, meritocracia docente e gest\u00e3o por resultados, o que se v\u00ea \u00e9 um sistema escolar transformado em laborat\u00f3rio de engenharia social, milit\u00e2ncia identit\u00e1ria e disputa de narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o Pisa revela o desastre na base, o ensino t\u00e9cnico escancara a recusa do modelo petista em formar a for\u00e7a de trabalho que poderia tirar o Brasil da armadilha do subdesenvolvimento. Apenas cerca de 11% dos estudantes brasileiros entre 15 e 24 anos cursam ensino t\u00e9cnico profissionalizante, algo como um em cada dez jovens. Nos pa\u00edses da OCDE, a propor\u00e7\u00e3o varia de 35% dos alunos de 15 a 19 anos a at\u00e9 65% entre 20 e 24 anos; em muitas economias desenvolvidas, a via t\u00e9cnico-profissional \u00e9, de fato, o caminho majorit\u00e1rio, n\u00e3o uma exce\u00e7\u00e3o marginal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, a participa\u00e7\u00e3o do ensino t\u00e9cnico entre jovens brasileiros era de apenas 9%, enquanto a m\u00e9dia da OCDE chegava a 38%; mesmo com leve melhora, continuamos dramaticamente atr\u00e1s. Um estudo da ind\u00fastria aponta que s\u00f3 9% dos formandos do ensino m\u00e9dio no Brasil saem com forma\u00e7\u00e3o profissional, contra m\u00e9dia de 38% na OCDE, sendo que pa\u00edses como \u00c1ustria, Su\u00ed\u00e7a e Reino Unido superam 60%. O recado desses n\u00fameros \u00e9 inequ\u00edvoco: enquanto o mundo civilizado utiliza o ensino t\u00e9cnico como motor de produtividade, competitividade e empregabilidade, o Brasil sob hegemonia esquerdista despreza essa rota, preferindo empurrar jovens para cursos superiores de baixa qualidade, que n\u00e3o formam para o trabalho, mas servem para inflar estat\u00edsticas e manter uma clientela politicamente cativa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que, nesse modelo, a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 vista como meio de emancipa\u00e7\u00e3o individual, mas como instrumento de domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Quanto menos o jovem souber matem\u00e1tica, ci\u00eancias, tecnologia e of\u00edcios qualificados, mais depender\u00e1 de programas assistenciais, mais vulner\u00e1vel ser\u00e1 a slogans f\u00e1ceis, mais facilmente aceitar\u00e1 a tutela do Estado e a lideran\u00e7a iluminada do partido. \u00c9 o oposto exato do ideal conservador de educa\u00e7\u00e3o: formar cidad\u00e3os livres, competentes, respons\u00e1veis, capazes de prosperar pelo pr\u00f3prio esfor\u00e7o e de n\u00e3o depender do favor do governante de plant\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se juntam todos esses vetores \u2013 inseguran\u00e7a crescente, sistema de sa\u00fade estagnado, infla\u00e7\u00e3o e custo de vida sufocando fam\u00edlias, estatais sendo destru\u00eddas na pr\u00e1tica e escola capturada pela ideologia \u2013, o quadro \u00e9 claro: a esquerda est\u00e1 quebrando o Brasil por dentro. Quebra a seguran\u00e7a ao relativizar o crime; quebra a sa\u00fade ao manter um SUS de fachada; quebra a economia ao punir quem produz e premiar quem parasita; quebra a educa\u00e7\u00e3o ao trocar conhecimento por doutrina\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnica por ativismo. N\u00e3o se trata de um conjunto de erros isolados, mas de um projeto coerente de poder, que usa o Estado como m\u00e1quina de controle social e reprodu\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>As pr\u00f3ximas gest\u00f5es, se quiserem realmente reconstruir o pa\u00eds, herdar\u00e3o um terreno devastado: contas p\u00fablicas pressionadas, estatais fragilizadas, institui\u00e7\u00f5es desacreditadas, juventude mal formada, popula\u00e7\u00e3o amedrontada e descrente. A tarefa ser\u00e1 tit\u00e2nica: reverter a leni\u00eancia com o crime, desmontar o aparelhamento ideol\u00f3gico da educa\u00e7\u00e3o, devolver racionalidade \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica, libertar as estatais da tutela partid\u00e1ria, reduzir o peso do Estado sobre quem trabalha e recuperar a centralidade da fam\u00edlia, da responsabilidade individual e da liberdade como valores fundantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O alento \u00e9 que o fracasso dos regimes de esquerda na regi\u00e3o, do kirchnerismo argentino ao MAS boliviano, abriu uma janela hist\u00f3rica. Os eleitores n\u00e3o s\u00e3o mais ref\u00e9ns da narrativa de que o socialismo \u201chumanizado\u201d \u00e9 a \u00fanica alternativa poss\u00edvel; os n\u00fameros, das urnas \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es internacionais, mostram que h\u00e1 apetite por outro projeto: liberal nos princ\u00edpios econ\u00f4micos, conservador nos valores, firme na defesa da lei e da ordem e radicalmente comprometido com a liberdade. Cabe a quem se op\u00f5e ao atual regime transformar essa indigna\u00e7\u00e3o em agenda concreta de reconstru\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Divulgados resultados do Brasil no Pisa 2022. Bras\u00edlia, 4 dez. 2023. Dispon\u00edvel em:https:\/\/www.gov.br\/mec\/pt br\/assuntos\/noticias\/2023\/dezembro\/divulgados-os-resultados-do-pisa-2022.<\/p>\n\n\n\n<p>EXAME. Pisa 2022: Brasil fica entre os 20 piores pa\u00edses em matem\u00e1tica e ci\u00eancias. S\u00e3o Paulo, 4 dez. 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/exame.com\/brasil\/pisa-2022-brasil-fica-entre-os-20-piores-paises-em-matematica-e-ciencias-veja-detalhes\/.<\/p>\n\n\n\n<p>JEDUCA. Confira os principais destaques do desempenho do Brasil no Pisa 2022. 4 dez. 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/jeduca.org.br\/noticia\/confira-os-principais-destaques-do-desempenho-do-brasil-no-pisa-2022.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL61. Um a cada dez jovens cursa ensino t\u00e9cnico no Brasil. 20 set. 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/brasil61.com\/n\/um-a-cada-dez-jovens-cursa-ensino-tecnico-numero-abaixo-da-media-dos-paises-da-ocde-pind234240.<\/p>\n\n\n\n<p>OBSERVAT\u00d3RIO GOI\u00c1S. Apenas 11% dos estudantes brasileiros cursam ensino t\u00e9cnico. 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/oportunidades.go.gov.br\/observatorio\/apenas-11-dos-estudantes-brasileiros-cursam-ensino-tecnico\/2023\/09\/.<\/p>\n\n\n\n<p>PORTAL DA IND\u00daSTRIA. No Brasil, s\u00f3 9% dos formandos do ensino m\u00e9dio recebem forma\u00e7\u00e3o profissional. 31 dez. 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/noticias.portaldaindustria.com.br\/noticias\/educacao\/no-brasil-so-9-dos-formandos-do-ensino-medio-recebem-formacao-profissional\/.<\/p>\n\n\n\n<p>CNN BRASIL. Paran\u00e1 Pesquisas: para 44,3%, seguran\u00e7a p\u00fablica piorou com Lula no governo. 30 jan. 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/parana-pesquisas-para-443-seguranca-publica-piorou-com-lula-no-governo\/.<\/p>\n\n\n\n<p>PODER360. Paran\u00e1 Pesquisas: 45,8% dizem que seguran\u00e7a p\u00fablica piorou sob Lula. 27 out. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.poder360.com.br\/poder-pesquisas\/parana-pesquisas-458-dizem-que-seguranca-publica-piorou-sob-lula\/.<\/p>\n\n\n\n<p>CNN BRASIL. Paran\u00e1 Pesquisas: seguran\u00e7a e sa\u00fade s\u00e3o maiores problemas do Brasil. 1 fev. 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/parana-pesquisas-seguranca-e-saude-sao-maiores-problemas-do-brasil\/.<\/p>\n\n\n\n<p>PODER360. Seguran\u00e7a e sa\u00fade s\u00e3o os maiores problemas dos brasileiros, diz pesquisa. 31 jan. 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.poder360.com.br\/poder-pesquisas\/seguranca-e-saude-sao-os-maiores-problemas-dos-brasileiros-diz-pesquisa\/.<\/p>\n\n\n\n<p>VEJA. Seguran\u00e7a e sa\u00fade lideram entre as insatisfa\u00e7\u00f5es dos brasileiros, diz pesquisa. 1 fev. 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/veja.abril.com.br\/brasil\/seguranca-e-saude-lideram-entre-as-insatisfacoes-dos-brasileiros-diz-pesquisa\/.<\/p>\n\n\n\n<p>EXAME. Elei\u00e7\u00f5es de 2025 tiveram avan\u00e7o da direita na Am\u00e9rica do Sul. 29 dez. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/exame.com\/mundo\/eleicoes-de-2025-tiveram-avanco-da-direita-na-america-do-sul\/.<\/p>\n\n\n\n<p>GAZETA DO POVO. Como fica divis\u00e3o pol\u00edtica da Am\u00e9rica Latina ap\u00f3s elei\u00e7\u00e3o no Chile. 14 dez. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/como-fica-divisao-politica-america-latina-apos-vitoria-da-direita-no-chile<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"tmnf_excerpt meta_deko\"><p>Carlos Henrique Ara\u00fajo, mestre em Sociologia e Curador da Academia da Direita O Brasil vive um paradoxo preocupante: enquanto boa parte da Am\u00e9rica Latina come\u00e7a a se libertar do ciclo de fracassos da esquerda socialista e progressista, o governo Lula, vers\u00e3o tr\u00eas, aprofunda aqui o mesmo receitu\u00e1rio estatizante, ideol\u00f3gico e leniente com o crime que &hellip;<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":7494,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-7493","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil-conservador"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7493"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7495,"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7493\/revisions\/7495"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7494"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/academiadadireita.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}